sexta-feira, 4 de julho de 2014

CONHEÇA AS BASES DO BDSM





 

BDSM é um acrônimo para a expressão "Bondage, Disciplina, Dominação, Submissão, Sadismo e Masoquismo" um grupo de padrões de comportamento sexual humano. A sigla descreve os maiores subgrupos:

Bondage e Disciplina - BD

Dominação e Submissão - DS

Sadismo e Masoquismo ou Sadomasoquismo - SM


Vamos, então, conhecer as bases do BDSM e seus significados:


SSC

Dentro do BDSM existe o conceito que define que toda prática deve estar dentro do São, Seguro e Consensual. Com este conceito, é possível fazer uma larga distinção entre o BDSM e qualquer prática de abuso ou violência.

São – É tudo que é sadio, ou seja, é distinguir entre a doença mental e a sanidade. Pressupõe-se uma relação sadia, não colocando em risco a saúde física e mental dos envolvidos. As práticas são conscientes, além de física e mentalmente saudáveis, sem quaisquer alterações por substâncias entorpecentes ou que alterem a consciência.

Seguro – Tudo está dentro do que é seguro para as partes envolvidas nas atividades. Isso significa ter conhecimento das práticas a que se propõem, além do conhecimento dos instrumentos, limites e condições físicas e psicológicas dos parceiros, bem como as formas de manutenção do seu bem estar, tanto físico como psicológico.

Consensual – É aquilo que é acordado entre as partes envolvidas. Pressupõe-se que estas sejam livres de participar em tudo quanto se faça e pratique e tenham igualmente a liberdade de terminar a sua participação em qualquer momento. Consensualidade é ainda respeitar os limites impostos por cada participante e é a expressão do consentimento das partes envolvidas.


RACK 

Em inglês, “risk-aware consensual kink”.


Risk-aware: As partes envolvidas estão bem informadas quanto aos riscos das práticas a que se propõem.

Consensual: As partes estão conscientes dos riscos, agindo em consensualidade.

Kink: É dito da atividade que é classificada como “sexo alternativo”.

Enquanto o SSC diz seguro, o RACK diz consciente do risco. O que esse conceito novo quer mostrar é que nada é 100% seguro na vida, mesmo se estivermos dentro de casa dormindo, algo de ruim nos pode acontecer, para se morrer basta estar vivo. Até as práticas mais simples apresentam riscos de danos físicos ou psíquicos. Aí entra a noção de minimização dos riscos, ou seja, tentar baixar o risco inerente às práticas ao mínimo possível, através dos cuidados e precauções pertinentes e estudando previamente e aprofundadamente o que se fará. O risco sempre estará presente nas práticas, mas podemos minimizá-los bastante. Claro que existem práticas que apresentam por natureza quase nenhum risco, mas existem muitas outras que têm risco médio ou elevado. Há uma escala de riscos, das práticas mais perigosas as menos perigosas.

Enfatiza-se no conceito de RACK que as partes têm de estar cientes de que existe um risco inerente mínimo e que não se pode eliminá-lo por completo. Isso também distribui um pouco da responsabilidade, que passa a não ser exclusiva do TOP (aquele que comanda a sessão; o conceito será aprofundado mais adiante), mas que também, em menor grau, transmite-se à bottom (a que é comandada; o conceito será aprofundado mais adiante). Obviamente que o TOP é que conduzirá a sessão e as cenas, mas a bottom está ciente de que as práticas com que consentiu apresentam riscos, os quais podem ser elevados, médios ou baixos, a depender do caso concreto e dos cuidados que forem adotados.

A noção de consensualidade permanece, pois as práticas serão feitas de modo consensual, conforme a expressão “Consensual Kink”.


TPE

Total Power Exchange / Troca Total de Poder

TPE é consensual, mas completamente isento de quaisquer explicações. Tudo ocorre de acordo com o desejo do(a) Dominador(a), sem aviso prévio, ou mesmo, palavra de segurança – sempre com bom senso por parte do(a) Dominador(a); a entrega e dependência do(a) submisso(a) é total.  


PCRM

Prática Consensual com Risco Mínimo



A expressão RACK é mais exata do que a expressão SSC, entretanto mesmo assim não é perfeitamente exata, por isso foi proposto um novo conceito, segundo o qual as práticas do BDSM devem ser Consensuais, almejando-se sempre o risco mínimo ou a minimização máxima dos riscos; logo, a expressão correta deve ser Prática Consensual com Risco Mínimo.

Essa nova expressão, a PCRM, além de ser mais exata, também elimina um termo que, pelo menos no Brasil, é pejorativo, o de “tara”; pois que não se consideram tarados, muito menos anormais, e sim apenas pessoas que admitiram a sua natureza e a exercem de modo sadio e dentro da lei, diferente da hipocrisia dominante que tenta negar seus instintos ou dos desejos “feijão-com-arroz” das pessoas que se relacionam de forma convencional, chamadas no meio BDSM de "baunilhas".




Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/BDSM#RACK_.28Risk-Aware_Consensual_Kink.29

sábado, 19 de abril de 2014

CONTROLE E MONITORAMENTO

      

Vamos usar a tecnologia a nosso favor?

Hoje em dia é possível, de maneira simples e fácil, monitorar o(a) escravo(a) 24hs, basta um celular.

Trata-se de um dispositivo que é instalado no aparelho celular do(a) escravo(a), convertendo seu smartfone ou tablet em um GPS. A precisão é boa, o delay é pequeno, mostrando trajeto e horário, e também possui o recurso de "cerca eletrônica", um dispositivo que avisa por e-mail quando o(a) monitorado(a) sai de um perímetro pré determinado.

É a perfeita "coleira eletrônica", que nós, Doms/Dommes podemos usar para um controle e monitoramento de nossos(as) escravos(as) em tempo real, 24h por dia, 7 dias por semana.  Já imaginou seu(sua) escravo(a) com uma coleira eletrônica assim?










quinta-feira, 17 de abril de 2014

5.000 VISITAS

Alcançamos hoje o número de 5.000 visitas em nosso blog!

Agradecemos a todos que têm nos visitado... sejam sempre muito bem vindos!

quarta-feira, 19 de março de 2014

2.500 VISITAS!!!

O blog de cara totalmente nova e, desde então, já passamos de 2.500 acessos! Ficamos surpresos ao ver o quanto a prática da castidade forçada tem despertado interesse em tantas pessoas! 

Desejamos que este blog cresça cada dia mais, levando sempre informação e compartilhando experiências a todos os amigos que nos visitam aqui! 

Agradecemos a todos que nos visitam, e que sejam muito benvindos os amigos que continuarão a nos visitar! 



Lord Steel

segunda-feira, 17 de março de 2014

O CINTO DE CASTIDADE NA PERSPECTIVA DA SUBMISSA



Ele é aparentemente incômodo, para muitos, pode causar repulsa à primeira vista, medo... Um acessório de tortura (física e psicológica) tão usado na idade média, hoje, é costume e parte da vida cotidiana de alguns. Mas, o que leva alguém a submeter a outro ao uso do cinto de castidade, ou, principalmente, o que leva alguém a sujeitar-se ao uso de tal acessório?

Com base em tantas dúvidas que permeiam o assunto, quero hoje falar um pouco sobre o cinto de castidade feminino, e o seu uso como prática no meio bdsm ou como, para alguns, um estilo de vida.


Imagine a seguinte situação: O Dominador chega diante de sua submissa e começa a despi-la, deixando-a completamente nua e exposta à sua vontade; em suas mãos, um cinto de castidade. Ele ordena que a sub abra as pernas, a fim de que o acessório seja colocado. Humilhação é o sentimento que domina este momento, desencadeando outros com total intensidade! 

Com as pernas abertas, ela sente aquele acessório sendo colocado em seu corpo, ela sente os ajustes, a mão forte que passa pelo seu corpo e, finalmente, percebe o cadeado que é fechado. Ouvir aquele “click” do cadeado com certeza lhe traz uma avalanche de pensamentos e sentimentos que talvez nem ela mesma saiba, mas tudo é muito intenso. Ela sabe que, a partir daquele momento, a chave ficará em poder de seu Senhor, que é quem decidirá quando deverá abri-lo. Ela está agora totalmente dependente de seu Dono, seja para se tocar, para ter o seu prazer. Não é mais ela quem escolhe seus momentos de prazer, isso é seu Dono quem passa a determinar. A liberdade de prazer lhe fora tirada com o trancar daquele cadeado, e fora levada com aquela chave!

Se a submissa já tinha uma sensação de dependência de seu Dono, essa sensação é intensamente potencializada a partir deste momento, e é quando ela percebe que um cinto de castidade é muito mais do que um simples artefato – é um laço de dependência (física e psicológica) muito maior que está sendo criado.

O uso de um “simples acessório” carrega por trás inúmeros significados que passam a fazer parte da vida cotidiana da submissa.  Usar aquele cinto, portanto, significa que, mais do que ser posse de alguém, tudo que era seu agora passa a ser de seu Dono, isso inclui o seu prazer, que não é mais dela, e sim de seu Senhor... seus orgasmos deixam de ser seus para pertencerem ao Dominador, que é quem tem total controle de seu corpo.  Seu órgão genital está ali, guardado, protegido, para ser usado quando e como o Dono determinar... é pra ele! 

Agora eu pergunto, o que pode causar maior prazer a nós, escravas ou submissas, que não seja a total dependência de nossos Donos? A humilhação de estarmos sob o regime de castidade forçada e de estarmos com um cinto cuja chave não está em nosso poder é o que vai desencadear um prazer que só quem é submissa consegue sentir! Compreendemos, então, que, por pertencermos a alguém, deixamos de ter direitos para termos obrigações – deliciosas obrigações -, e é exatamente isso que nos dá uma sensação de prazer indescritível. Como não sermos mais dóceis, mais meigas, mais servis diante de tamanha dependência? 

O momento de sermos usadas por nossos Donos chega, o cinto é retirado e a intensidade da entrega se torna muito maior! Tanto autocontrole, tanto desejo “reprimido” por dias é liberado em uma explosão libidinosa, que é o que torna este momento de entrega em algo único e intenso... para ambos!  

Intensidade de sensações, portanto, é algo que pode definir muito bem o que tange a prática da castidade forçada. Tudo é muito intenso, é prazeroso, é surreal! Penso que esta é uma experiência por que todas as submissas deveriam passar, nem que fosse por um curto período, que já seria suficiente para mostrar o verdadeiro significado que há por trás do uso de um cinto de castidade - muito mais do que um acessório, uma fonte de prazer!

Escrito por Cedna_Steel